Terça-feira, Dezembro 27, 2011

Vida de Desenhista

Outro ano chegando ao fim, mas antes tenho que terminar essa retrospectiva de 20 anos de carreira.
Eu havia parado em 1994. Todo desenhista que se preze já deve ter feito um fanzine ou participado de um.
O fanzine é uma alternativa relativamente barata e sem sensura de mostrar o trabalho, e uma forma de se familiarizar com o lado editorial. Conheci Allan Sieber no estúdio do Otto Guerra e ele me convidou pra participar do zine "Glória, Glória, Aleluia" (que depois se tornou uma revista) e colorir a capa do CD "Segunda sem Ley", uma coletânea de bandas de rock gaúchas do extinto selo Banguela Records. Escrevi um roteiro pra quadrinhos e convidei Lisandro Santos pra fazer o lápis, e essa história nos rendeu uma Menção Honrosa o III Salão Internacional de Desenho para Imprensa. Nessa época também ilustrei capas pra livros. Em 96 participei de duas exposições fora do país: "Se Habla Portuñol", no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires e "A Viagem - Le Voyage" Projeto Sud a Sul, em Sanary Sur Mer, França. Voltei a trabalhar com serigrafia (técnica que aprendi com 17 anos), fiz freelas de ilustração e segui desenhando quadrinhos. No ano seguinte fui convidado novamente pra uma exposição na Argentina, a "Dá-me Dos - Recuerdos de Buenos Aires" e participei da III Bienal Internacional de Quadrinhos em Belo Horizonte, levando o 4º lugar. 1998 foi o ano do desenho animado: Lisandro Santos consegue financiamento pro seu primeiro curta: Cidade Fantasma, em 35mm, e me chama pra participar, volto também a trabalhar com Otto Guerra em vinhetas pro Video Music Brasil, da MTV, Vila Esperança, da Record e no primeiro storyboard para o projeto de "Wood e Stock", de Angeli. Vou pra São Paulo em 99 pra fazer contatos e visito Adão Iturrusgarai. Conheço Tony de Marco e publico algumas histórias na internet pela CyberComix. Começo a desenhar a história que levaria o prêmio de quadrinhos no 26º Salão de Humor de Piracicaba. Retorno a Porto Alegre e o trabalho está escasso, mas a grana do Salão segura as pontas. Felizmente a crise passa e pego um freela de ilustração, pelo Laboratório de Desenhos, de Andrés Lieban, antigo colega de curso de animação, hoje diretor do estúdio 2DLab (série Meu Amigãozão). 
E o final fica pro último post do ano.
Acima uma página da HQ "Connaître"(Conhecer) que foi exposta na França.

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